Gostaria de falar esta semana sobre a motivação pela qual fazemos as nossas coisas.
Isto me faz lembrar uma estória que ouvi uns anos atrás e que marcou muito a minha vida.
A estória é a seguinte:
Ao lado de uma catedral em construção havia três pedreiros quebrando pedras. Com certa freqüência costumava passar por ali um homem que gostava de observá-los trabalhando. Vendo a cara diferente com que trabalhavam, resolveu um dia se aproximar de cada um deles para lhes perguntar o que faziam. Aproximou-se do primeiro que tinha a cara mais pesada dos três e perguntou-lhe:
- O que o senhor está fazendo? Ele respondeu, sem levantar o rosto, fazendo menção de estar bastante contrariado:
- Estou quebrando pedras.
Aproximou-se, então, do segundo, com uma cara um pouco melhor e lhe perguntou:
- O que o senhor está fazendo? Ele respondeu com um sorriso no rosto:
- Estou sustentando a minha família!
Aproximou-se, então, do terceiro, que possuía uma cara repleta de felicidade, que vivia cantando e cumprimentando todos que passavam na rua, e lhe perguntou:
- O que o senhor está fazendo? Ele, com a boca cheia, transbordando de alegria, respondeu:
- Estou construindo uma catedral!
Esta estória, que é tão simples, tem um significado bastante profundo: nos faz pensar que há diferentes motivações pelas quais se pode fazer a mesma coisa e nos faz pensar que há motivações que fazem vibrar todos os poros da nossa alma, que nos faz encontrar uma alegria transcendente (acima da felicidade terrena).
Qual é esta motivação transcendente, que preenche todo o nosso coração, que nos faz transbordar de alegria, mesmo que a nossa ação seja quebrar pedras? Fazer tudo por "amor a Deus".
Quando fazemos algo por "amor a Deus" tudo adquire o ingrediente melhor que existe: o amor; que é o que realiza em modo máximo o ser humano.
O que nos "realiza" não é o fazer, mas o "amar fazendo". O que nos realizar não é o ter: ter um carro, ter dinheiro, ter casas, ter um barco, etc, etc. O que nos realiza é amar uma pessoa e, de modo sumo, amar uma "Pessoa", isto é, Deus.
Parem para pensar: existe coisa melhor do que "sentir" que estamos amando a Deus em tudo o que fazemos ao longo do dia, quando estudo, quando trabalho, quando descanso, quando cumpro minhas obrigações? Existe coisa melhor do que "sentir" que estamos sendo amados por Deus em tudo o que fazemos ao longo do dia?
Passemos a ter esta grande motivação da nossa vida e:
- passaremos a construir "catedrais" em todo momento!
- tornaremos grandiosas todas as nossas ações (a grandeza do amor), mesmo as mais intranscendentes, como a de colocar um papel no lixo!
- “eternizaremos” toda as nossas ações: qualquer ação passa a ter um valor eterno; ficará para sempre; transcenderá o tempo e o espaço!
- encontraremos o maior sabor ao realizar uma ação: fazê-la por Deus, para agradar a Deus!
- estaremos abertos a grandes ideais: pensar nos outros, pensar na sociedade, nos que sofrem!
- encontraremos uma solidez: pois todas as motivações humanas, por melhores que sejam, são frágeis e voláteis.
- encontraremos sentido tanto na alegria como na dor.
Paremos de quebrar pedras por quebrar pedras! Tenhamos uma grande motivação para as nossas vidas! E, se em alguns momentos tenhamos que quebrar pedras, que isto seja motivo para construirmos verdadeiras catedrais!
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
Perseverança na fé
Este blog te ajudará a crescer na tua fé e no teu amor a Deus
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Ciúmes
Gostaria de falar esta semana sobre o ciúme.
Quantas brigas entre namorados e casais ocorrem devido ao ciúme! Quantos desentendimentos, quantas mágoas e rancores!
Quantas brigas entre namorados e casais ocorrem devido ao ciúme! Quantos desentendimentos, quantas mágoas e rancores!
Será que o ciúme é legítimo? Até que ponto ele é compreensível e a partir de que ponto ele perde a razão?
Todos nós nos perguntamos a este respeito porque o ciúme está quase sempre presente em toda relação amorosa.
A primeira coisa que podemos dizer é que o ciúme é um sentimento e está estreitamente relacionado com outro sentimento que é o medo e, mais concretamente, com o medo de perder alguém a quem amamos.
Se o ciúme está relacionado com o medo, o que podemos dizer do medo: é bom ou é ruim?
O que podemos dizer é que ele é bom, que ele foi dado por Deus. Se não tivéssemos medo, colocaríamos a nossa vida ou a vida das pessoas em risco em muitas ocasiões. Se não tivéssemos medo, provaríamos qualquer coisa como alimento, dirigiríamos a uma velocidade perigosa numa curva, andaríamos num lugar perigoso com risco de ser assaltado, etc. O medo nos previne de muitos males.
No entanto, o medo, assim como tudo na vida, deve estar no seu devido lugar: medo de menos é ruim, assim como medo de mais é ruim. O medo é algo bom se está no devido lugar.
Da mesma forma, o ciúme, sendo um medo, é algo bom. O ciúme nos previne de perder alguém a quem amamos. No entanto, o ciúme deve estar no devido lugar: ciúme de menos não é bom, assim como ciúme de mais também não é bom.
Diante disto podemos fazer algumas perguntas:
- qual é a medida certa do ciúme?
- o que dizer às pessoas que têm ciúme de menos?
- o que dizer às pessoas que têm ciúme de mais?
Digamos alguma coisa sobre estas questões.
A primeira coisa que podemos dizer é que o ciúme é um sentimento e está estreitamente relacionado com outro sentimento que é o medo e, mais concretamente, com o medo de perder alguém a quem amamos.
Se o ciúme está relacionado com o medo, o que podemos dizer do medo: é bom ou é ruim?
O que podemos dizer é que ele é bom, que ele foi dado por Deus. Se não tivéssemos medo, colocaríamos a nossa vida ou a vida das pessoas em risco em muitas ocasiões. Se não tivéssemos medo, provaríamos qualquer coisa como alimento, dirigiríamos a uma velocidade perigosa numa curva, andaríamos num lugar perigoso com risco de ser assaltado, etc. O medo nos previne de muitos males.
No entanto, o medo, assim como tudo na vida, deve estar no seu devido lugar: medo de menos é ruim, assim como medo de mais é ruim. O medo é algo bom se está no devido lugar.
Da mesma forma, o ciúme, sendo um medo, é algo bom. O ciúme nos previne de perder alguém a quem amamos. No entanto, o ciúme deve estar no devido lugar: ciúme de menos não é bom, assim como ciúme de mais também não é bom.
Diante disto podemos fazer algumas perguntas:
- qual é a medida certa do ciúme?
- o que dizer às pessoas que têm ciúme de menos?
- o que dizer às pessoas que têm ciúme de mais?
Digamos alguma coisa sobre estas questões.
a) qual é a medida certa do ciúme?
É difícil dar uma resposta a esta pergunta. Depende muito do comportamento do outro namorado (a) ou do outro cônjuge. Se o comportamento do outro namorado (a) ou do outro cônjuge é normal, o ciúme é ruim se nos faz perder a paz e se passa a ser fonte de brigas e discussões.
b) o que dizer às pessoas que têm ciúme de menos?
Seria preciso dizer a elas que seria bom que tivessem uma razoável preocupação de perder o (a) namorado (a) ou o outro cônjuge. Com esta razoável preocupação você irá ajudar o (a) namorado (a) ou o outro cônjuge a não se expor a perigos.
c) o que dizer às pessoas que têm ciúme de mais?
Considerando que o (a) namorado (a) ou outro cônjuge se comporte normalmente, é preciso dizer que não é possível controlar tudo nesta vida. Uma pessoa excessivamente ciumenta é uma pessoa insegura que quer controlar a relação mais do que é humanamente possível. É preciso confiar mais: confiar mais no namorado (a) ou no outro cônjuge e é preciso confiar mais em Deus. Nunca podemos esquecer que, desde que façamos a nossa parte, Deus faz concorrer tudo para o bem!
Considerando que o (a) namorado (a) ou outro cônjuge se comporte mal, expondo-se demais na relação com as pessoas de outro sexo, é preciso alertá-lo, com jeito e com calma, mas com firmeza, que ter uma relação próxima com pessoas de outro sexo, pode produzir nela ou na outra pessoa, outros sentimentos que vão além da amizade.
Neste sentido, se sou uma pessoa comprometida, será que estou me expondo demais na relação com pessoas de outro sexo? Nunca esquecer que se o (a) namorado (a) ou outro cônjuge fica com ciúmes, muitas vezes terá razão e será preciso retificar o nosso comportamento.
Uma santa semana a todos!
Obs: aqueles que quiserem conversar comigo e ter uma orientação sobre este tema, ponho-me à inteira disposição.
Pe. Paulo
É difícil dar uma resposta a esta pergunta. Depende muito do comportamento do outro namorado (a) ou do outro cônjuge. Se o comportamento do outro namorado (a) ou do outro cônjuge é normal, o ciúme é ruim se nos faz perder a paz e se passa a ser fonte de brigas e discussões.
b) o que dizer às pessoas que têm ciúme de menos?
Seria preciso dizer a elas que seria bom que tivessem uma razoável preocupação de perder o (a) namorado (a) ou o outro cônjuge. Com esta razoável preocupação você irá ajudar o (a) namorado (a) ou o outro cônjuge a não se expor a perigos.
c) o que dizer às pessoas que têm ciúme de mais?
Considerando que o (a) namorado (a) ou outro cônjuge se comporte normalmente, é preciso dizer que não é possível controlar tudo nesta vida. Uma pessoa excessivamente ciumenta é uma pessoa insegura que quer controlar a relação mais do que é humanamente possível. É preciso confiar mais: confiar mais no namorado (a) ou no outro cônjuge e é preciso confiar mais em Deus. Nunca podemos esquecer que, desde que façamos a nossa parte, Deus faz concorrer tudo para o bem!
Considerando que o (a) namorado (a) ou outro cônjuge se comporte mal, expondo-se demais na relação com as pessoas de outro sexo, é preciso alertá-lo, com jeito e com calma, mas com firmeza, que ter uma relação próxima com pessoas de outro sexo, pode produzir nela ou na outra pessoa, outros sentimentos que vão além da amizade.
Neste sentido, se sou uma pessoa comprometida, será que estou me expondo demais na relação com pessoas de outro sexo? Nunca esquecer que se o (a) namorado (a) ou outro cônjuge fica com ciúmes, muitas vezes terá razão e será preciso retificar o nosso comportamento.
Uma santa semana a todos!
Obs: aqueles que quiserem conversar comigo e ter uma orientação sobre este tema, ponho-me à inteira disposição.
Pe. Paulo
Ambiente de trabalho
Gostaria de falar esta semana sobre o ambiente de trabalho.
Todos nós gostaríamos que no ambiente de trabalho se respirasse paz e alegria. Infelizmente em muitas ocasiões não são estes os sentimentos que respiramos e sim o contrário.
O que podemos dizer neste sentido? Que cabe a nós colocarmos todos os meios para mudarmos este ambiente.
Todos nós gostaríamos que no ambiente de trabalho se respirasse paz e alegria. Infelizmente em muitas ocasiões não são estes os sentimentos que respiramos e sim o contrário.
O que podemos dizer neste sentido? Que cabe a nós colocarmos todos os meios para mudarmos este ambiente.
De modo concreto, cabe a nós:
a) esforçar-nos para que não haja fofoca no ambiente de trabalho
Como sabemos, a fofoca consiste em falar mal de outras pessoas. No campo da moralidade esta ação tem um nome e se chama “murmuração”. Murmurar é falar mal de outras pessoas com intuito de denegri-las.
Não é preciso dizer que a fofoca ou a murmuração faz muito mal para qualquer ambiente.
A fofoca ou a murmuração faz muito mal, pois gera:
- divisão entre as pessoas;
- desconfiança;
- tristeza (por estar ressaltando o lado negativo das pessoas)
- deslealdade; deslealdade é falar mal pelas costas;
- insubordinação; etc, etc.
O que seria o certo? O certo seria (e este é o espírito cristão):
- querer o bem de todo mundo;
- não falar mal de ninguém;
- trocar uma idéia com o chefe para “ajudar” quem não está se comportando bem;
- rezar para quem está se comportando mal;
- tratar bem quem está se comportando mal, ajudando-o a arrancar os seus defeitos; isto é lealdade!
- não deixar que ninguém venha falar mal de outras pessoas para nós;
b) esforçar-nos para que não haja um clima ruim de competição no trabalho
Em todo trabalho é bom que haja um bom clima de competição, onde uns estimulam os outros a atingirem metas maiores. Este é o espírito cristão onde o trabalho é uma ocasião de crescimento pessoal.
No entanto, facilmente este bom clima de competição pode se tornar num mau clima de competição.
Isto ocorre quando as pessoas estão mais preocupadas consigo mesmas, com subir, com crescer, do que com a preocupação pelos outros, com a preocupação de que não só ela cresça, mas que todos cresçam. Infelizmente, hoje há um egoísmo muito grande e as pessoas não estão habituadas a pensar nos outros. Muito pelo contrário: olham os outros como inimigos, como pessoas que podem tomar o seu lugar. Por isso, não passam informações importantes, tendo oportunidade de falar mal de alguém, não desaproveitam a oportunidade, estão à espreita de um deslize dos outros para denunciá-los, etc.
Vamos fazer o propósito de combater o nosso ego. Vamos fazer o propósito:
- de desejar o bem de todos; o crescimento de todos; a má competição gera divisão e isso só nos prejudica; se todos crescem, a empresa cresce, e é melhor para todos!!!
- de olhar o ambiente de trabalho como a extensão da nossa família; procurando viver um clima de fraternidade e solidariedade.
Muitas vezes dizemos que o ambiente de trabalho é pesado. É pesado em grande parte porque há fofoca e porque há um clima ruim de competição. Esforcemo-nos para erradicar estas duas ervas daninhas e com toda certeza começaremos a respirar um ar muito mais saudável no trabalho.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
a) esforçar-nos para que não haja fofoca no ambiente de trabalho
Como sabemos, a fofoca consiste em falar mal de outras pessoas. No campo da moralidade esta ação tem um nome e se chama “murmuração”. Murmurar é falar mal de outras pessoas com intuito de denegri-las.
Não é preciso dizer que a fofoca ou a murmuração faz muito mal para qualquer ambiente.
A fofoca ou a murmuração faz muito mal, pois gera:
- divisão entre as pessoas;
- desconfiança;
- tristeza (por estar ressaltando o lado negativo das pessoas)
- deslealdade; deslealdade é falar mal pelas costas;
- insubordinação; etc, etc.
O que seria o certo? O certo seria (e este é o espírito cristão):
- querer o bem de todo mundo;
- não falar mal de ninguém;
- trocar uma idéia com o chefe para “ajudar” quem não está se comportando bem;
- rezar para quem está se comportando mal;
- tratar bem quem está se comportando mal, ajudando-o a arrancar os seus defeitos; isto é lealdade!
- não deixar que ninguém venha falar mal de outras pessoas para nós;
b) esforçar-nos para que não haja um clima ruim de competição no trabalho
Em todo trabalho é bom que haja um bom clima de competição, onde uns estimulam os outros a atingirem metas maiores. Este é o espírito cristão onde o trabalho é uma ocasião de crescimento pessoal.
No entanto, facilmente este bom clima de competição pode se tornar num mau clima de competição.
Isto ocorre quando as pessoas estão mais preocupadas consigo mesmas, com subir, com crescer, do que com a preocupação pelos outros, com a preocupação de que não só ela cresça, mas que todos cresçam. Infelizmente, hoje há um egoísmo muito grande e as pessoas não estão habituadas a pensar nos outros. Muito pelo contrário: olham os outros como inimigos, como pessoas que podem tomar o seu lugar. Por isso, não passam informações importantes, tendo oportunidade de falar mal de alguém, não desaproveitam a oportunidade, estão à espreita de um deslize dos outros para denunciá-los, etc.
Vamos fazer o propósito de combater o nosso ego. Vamos fazer o propósito:
- de desejar o bem de todos; o crescimento de todos; a má competição gera divisão e isso só nos prejudica; se todos crescem, a empresa cresce, e é melhor para todos!!!
- de olhar o ambiente de trabalho como a extensão da nossa família; procurando viver um clima de fraternidade e solidariedade.
Muitas vezes dizemos que o ambiente de trabalho é pesado. É pesado em grande parte porque há fofoca e porque há um clima ruim de competição. Esforcemo-nos para erradicar estas duas ervas daninhas e com toda certeza começaremos a respirar um ar muito mais saudável no trabalho.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Sentido do prazer
Gostaria de falar esta semana sobre o sentido do prazer.
Saber qual é o sentido do prazer é uma questão fundamental na nossa vida. Há uma enorme confusão a seu respeito, tendo pessoas que o buscam acima de tudo e pessoas que o negam totalmente.
Numa definição bem simples podemos dizer que o prazer é a sensação que experimentamos ao realizarmos determinadas ações.
Em vista disto, cabe agora uma pergunta importantíssima: porque Deus nos deu o prazer?
Se olhamos com calma, veremos que todo prazer está associado a um bem. Ao prazer da comida está associado o bem da alimentação. Ao prazer da bebida está associado o bem da sede. Ao prazer da sexualidade está associado ao bem do amor e da procriação. Ao prazer da leitura, o bem do conhecimento, etc.
Se continuamos a olhar com calma, vemos que mais importante do que a sensação de prazer que determinadas ações provocam é alcançar o bem que está por trás destas ações. Assim, por exemplo, é mais importante a alimentação do que o prazer que determinado alimento provoca. Tanto é verdade que há alimentos que não são tão prazerosos, mas que são importantíssimas para nossa saúde.
Olhando para Deus, entendemos que Ele nos deu o prazer para buscarmos determinados bens que são importantes para nós. Assim o prazer está subordinado ao bem. O prazer possui um papel secundário. O bem é que é o mais importante.
O mais importante, por exemplo, é estudar e obter um diploma. Se eu tenho prazer para isto, eu agradeço. Se não tenho prazer para isto, eu me esforço para alcançar o bem, pois ele é o mais importante.
Vendo as coisas desta maneira, podemos concluir algo que é importantíssimo para a nossa vida: o prazer nunca pode ser buscado como o fim principal!!! O fim principal, o fim último das nossas ações deve ser sempre o bem. Buscar o prazer como o fim principal é perverter a sua ordem: o prazer deve ser visto, mais do que nada, como meio, como uma ajuda para alcançarmos um bem.
Para vocês verem que é uma perversão buscar o prazer como o fim principal, basta pensarmos num exemplo: comer, como fim principal, para sentir o prazer da comida.
Não é preciso dizer que se fizermos isto, nos tornaremos escravos da comida. É o que faziam os romanos, comendo até vomitar para continuar comendo mais. O que vocês acham de alguém que fizesse uma operação para comer e sentir o prazer de tudo o que quer e fazer um duto para a comida não ir para o estômago, mas para uma sacola plástica? Não seria uma aberração? No entanto, não seria uma aberração se o fim da vida fosse sentir o prazer. Mas, graças a Deus, como acabamos de ver o fim da vida não é sentir o prazer, mas alcançar os bens.
Neste sentido, podemos fazer agora umas perguntas:
- será que estou buscando o prazer como fim?
- já percebi que a felicidade humana não está no prazer, mas no bem?
- já percebi que se o ensinamento cristão estabelece umas regras para o uso do prazer, é porque ele não pode ser um fim buscado acima de tudo?
- já percebi que se uso do prazer da sexualidade como um fim, mesmo se for dentro do casamento (que é o que a Igreja ensina fundamentado no que dissemos acima), estou transformando a outra pessoa num objeto: num objeto de prazer. Já percebi que isto é uma manipulação?
O que acontece normalmente com os jovens com relação ao prazer? Por falta de maturidade, veem no prazer o sentido da vida. Buscando-o como o sentido da vida, o buscam como um fim: eis aí a sua destruição! A partir daí passam a estar um passo de se tornarem escravos do prazer.
Busquemos o bem acima da tudo e não o prazer. Este é o caminho da felicidade!!! Este foi o ensinamento de Cristo, onde o prazer nunca foi o fim principal para Ele.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
Saber qual é o sentido do prazer é uma questão fundamental na nossa vida. Há uma enorme confusão a seu respeito, tendo pessoas que o buscam acima de tudo e pessoas que o negam totalmente.
Numa definição bem simples podemos dizer que o prazer é a sensação que experimentamos ao realizarmos determinadas ações.
Em vista disto, cabe agora uma pergunta importantíssima: porque Deus nos deu o prazer?
Se olhamos com calma, veremos que todo prazer está associado a um bem. Ao prazer da comida está associado o bem da alimentação. Ao prazer da bebida está associado o bem da sede. Ao prazer da sexualidade está associado ao bem do amor e da procriação. Ao prazer da leitura, o bem do conhecimento, etc.
Se continuamos a olhar com calma, vemos que mais importante do que a sensação de prazer que determinadas ações provocam é alcançar o bem que está por trás destas ações. Assim, por exemplo, é mais importante a alimentação do que o prazer que determinado alimento provoca. Tanto é verdade que há alimentos que não são tão prazerosos, mas que são importantíssimas para nossa saúde.
Olhando para Deus, entendemos que Ele nos deu o prazer para buscarmos determinados bens que são importantes para nós. Assim o prazer está subordinado ao bem. O prazer possui um papel secundário. O bem é que é o mais importante.
O mais importante, por exemplo, é estudar e obter um diploma. Se eu tenho prazer para isto, eu agradeço. Se não tenho prazer para isto, eu me esforço para alcançar o bem, pois ele é o mais importante.
Vendo as coisas desta maneira, podemos concluir algo que é importantíssimo para a nossa vida: o prazer nunca pode ser buscado como o fim principal!!! O fim principal, o fim último das nossas ações deve ser sempre o bem. Buscar o prazer como o fim principal é perverter a sua ordem: o prazer deve ser visto, mais do que nada, como meio, como uma ajuda para alcançarmos um bem.
Para vocês verem que é uma perversão buscar o prazer como o fim principal, basta pensarmos num exemplo: comer, como fim principal, para sentir o prazer da comida.
Não é preciso dizer que se fizermos isto, nos tornaremos escravos da comida. É o que faziam os romanos, comendo até vomitar para continuar comendo mais. O que vocês acham de alguém que fizesse uma operação para comer e sentir o prazer de tudo o que quer e fazer um duto para a comida não ir para o estômago, mas para uma sacola plástica? Não seria uma aberração? No entanto, não seria uma aberração se o fim da vida fosse sentir o prazer. Mas, graças a Deus, como acabamos de ver o fim da vida não é sentir o prazer, mas alcançar os bens.
Neste sentido, podemos fazer agora umas perguntas:
- será que estou buscando o prazer como fim?
- já percebi que a felicidade humana não está no prazer, mas no bem?
- já percebi que se o ensinamento cristão estabelece umas regras para o uso do prazer, é porque ele não pode ser um fim buscado acima de tudo?
- já percebi que se uso do prazer da sexualidade como um fim, mesmo se for dentro do casamento (que é o que a Igreja ensina fundamentado no que dissemos acima), estou transformando a outra pessoa num objeto: num objeto de prazer. Já percebi que isto é uma manipulação?
O que acontece normalmente com os jovens com relação ao prazer? Por falta de maturidade, veem no prazer o sentido da vida. Buscando-o como o sentido da vida, o buscam como um fim: eis aí a sua destruição! A partir daí passam a estar um passo de se tornarem escravos do prazer.
Busquemos o bem acima da tudo e não o prazer. Este é o caminho da felicidade!!! Este foi o ensinamento de Cristo, onde o prazer nunca foi o fim principal para Ele.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Maturidade
Gostaria de falar esta semana sobre o importante tema da maturidade.
É um tema muito importante, pois o que não faltam são pessoas imaturas ao nosso redor.
1. A imaturidade se mostra em alguns sinais:
a) insegurança
A pessoa imatura é uma pessoa insegura, cheia de medos.
Medo de tomar decisões. Ex: caso, não caso; faço esta faculdade ou aquela outra; pego este trabalho ou aquele outro.
Medo de se dar mal. Ex: numa prova; numa competição esportiva; falar em público.
b) ansiedade
A pessoa imatura é uma pessoa ansiosa, cheia de tensões nervosas. Ex: sua frio, não consegue dormir direito quando tem algum problema um pouco maior no dia seguinte, etc.
c) gostos, atitudes
A pessoa imatura mostra em algumas ocasiões gostos e atitudes infantis.
2. A maturidade não vem com o passar dos anos, mas se adquire empenhando-se em três pilares fundamentais:
a) maturidade mental
Isso significa ir tendo preocupações que sejam proporcionais à nossa idade. É lógico que uma criança se preocupe só em jogar. Aliás, nem dá para dizer que se preocupa com alguma coisa.
Mas, uma pessoa de 14 anos é normal que já tenha preocupações mais sérias: o seu estudo, os seus familiares, a sua alma, os seus amigos.
Uma pessoa universitária é natural que tenha as preocupações citadas acima e comece a ter preocupações culturais, políticas, econômicas, sociais, o destino dos homens, etc. Se uma pessoa com mais de 20 anos, portanto, não tem estas inquietações não é uma pessoa madura mentalmente. E, às vezes, encontramos pessoas com 30, 40, 50 anos que parecem, mentalmente, verdadeiros adolescentes.
b) maturidade afetiva
Uma pessoa madura afetivamente é uma pessoa serena e equilibrada. Sem grandes euforias e sem grandes depressões.
Ser maduro afetivamente significa não ter a afetividade voltada para si, mas para os demais; não ser susceptível, manteiga derretida; não ter explosões de irritação, não chorar por qualquer bobagem.
Ser maduro afetivamente significa, numa palavra, empenhar-se em ter uma saudável afetividade. Para colocar os afetos no lugar certo, joga um papel primordial a nossa cabeça. A cabeça é quem deve reger os sentimentos.
c) maturidade da vontade
Ter a maturidade da vontade é empenhar-se em cumprir os nossos deveres, sem justificativas, sem “razões sem razão”.
Uma pessoa imatura é uma pessoa que vive se justificando por não ter cumprido o seu dever. Neste sentido, gosto muito de uma frase de Fernando Pessoa que diz assim: “meu dever fez-me; a alma de ser rei almou meu ser” (Fernando Pessoa, Mensagem).
É muito fácil dizer que não deu, que esquecemos, que bateu um desânimo. Apesar do que possa acontecer, a pessoa madura cumpre sempre o seu dever.
A maturidade é um tema vasto para muitas e muitas considerações. Ficam aí alguns idéias para a nossa reflexão, não esquecendo que o modelo para todos nós de homem maduro é Jesus Cristo. Neste sentido vale a pena ler com constância os Evangelhos para nutrirmos frequentemente deste modelo.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
É um tema muito importante, pois o que não faltam são pessoas imaturas ao nosso redor.
1. A imaturidade se mostra em alguns sinais:
a) insegurança
A pessoa imatura é uma pessoa insegura, cheia de medos.
Medo de tomar decisões. Ex: caso, não caso; faço esta faculdade ou aquela outra; pego este trabalho ou aquele outro.
Medo de se dar mal. Ex: numa prova; numa competição esportiva; falar em público.
b) ansiedade
A pessoa imatura é uma pessoa ansiosa, cheia de tensões nervosas. Ex: sua frio, não consegue dormir direito quando tem algum problema um pouco maior no dia seguinte, etc.
c) gostos, atitudes
A pessoa imatura mostra em algumas ocasiões gostos e atitudes infantis.
2. A maturidade não vem com o passar dos anos, mas se adquire empenhando-se em três pilares fundamentais:
a) maturidade mental
Isso significa ir tendo preocupações que sejam proporcionais à nossa idade. É lógico que uma criança se preocupe só em jogar. Aliás, nem dá para dizer que se preocupa com alguma coisa.
Mas, uma pessoa de 14 anos é normal que já tenha preocupações mais sérias: o seu estudo, os seus familiares, a sua alma, os seus amigos.
Uma pessoa universitária é natural que tenha as preocupações citadas acima e comece a ter preocupações culturais, políticas, econômicas, sociais, o destino dos homens, etc. Se uma pessoa com mais de 20 anos, portanto, não tem estas inquietações não é uma pessoa madura mentalmente. E, às vezes, encontramos pessoas com 30, 40, 50 anos que parecem, mentalmente, verdadeiros adolescentes.
b) maturidade afetiva
Uma pessoa madura afetivamente é uma pessoa serena e equilibrada. Sem grandes euforias e sem grandes depressões.
Ser maduro afetivamente significa não ter a afetividade voltada para si, mas para os demais; não ser susceptível, manteiga derretida; não ter explosões de irritação, não chorar por qualquer bobagem.
Ser maduro afetivamente significa, numa palavra, empenhar-se em ter uma saudável afetividade. Para colocar os afetos no lugar certo, joga um papel primordial a nossa cabeça. A cabeça é quem deve reger os sentimentos.
c) maturidade da vontade
Ter a maturidade da vontade é empenhar-se em cumprir os nossos deveres, sem justificativas, sem “razões sem razão”.
Uma pessoa imatura é uma pessoa que vive se justificando por não ter cumprido o seu dever. Neste sentido, gosto muito de uma frase de Fernando Pessoa que diz assim: “meu dever fez-me; a alma de ser rei almou meu ser” (Fernando Pessoa, Mensagem).
É muito fácil dizer que não deu, que esquecemos, que bateu um desânimo. Apesar do que possa acontecer, a pessoa madura cumpre sempre o seu dever.
A maturidade é um tema vasto para muitas e muitas considerações. Ficam aí alguns idéias para a nossa reflexão, não esquecendo que o modelo para todos nós de homem maduro é Jesus Cristo. Neste sentido vale a pena ler com constância os Evangelhos para nutrirmos frequentemente deste modelo.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Gostar, estar apaixonado e amar (II)
Continuemos a falar na diferença entre gostar, estar apaixonado e amar.
Uma das verdades mais importantes que dissemos na última semana é que existem dois amores: o amor (paixão) e o amor (ação). Muitas pessoas pensam que o amor é só um sentimento, que nós chamamos de amor (paixão), e por isso ficam confusas na hora de lidar com o amor.
Quais são os problemas que surgem se nós identificamos o amor apenas com o sentimento?
São muitos:
- não sabemos o que fazer se ele desaparece;
- não sabemos o que fazer se ele se desperta com outra pessoa fora do namoro ou do casamento;
- não sabemos, e isto é o mais importante, que ele pode crescer a cada dia.
Isto mesmo: o amor não só pode, como deve, crescer a cada dia!!!
O amor cresce de duas formas: a) quando quem amamos nos ama mais. Isto faz com que o nosso sentimento de amor por ela, o amor (paixão), cresça mais. b) quando, e isto é o mais importante, nos doamos mais, amor (ação), a quem amamos; e isto está nas nossas mãos.
Neste sentido é importante saber melhor o que é este amor (ação). Podemos dizer que o amor (ação) é uma doação, uma entrega, um devotamento a alguém movido pelo desejo de fazê-lo (a) feliz. É dar todo o nosso ser a alguém para que ele (ela) seja feliz: nossa alegria, nosso coração, nossa inteligência, nossos afetos, nosso tempo, etc. Por isso, Jesus Cristo relacionou o amor com “dar a vida”: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos outros” (Jo 15, 13). Foi o que Ele fez por nós. Deu sua vida, toda sua vida por nós, até derramar a última gota do seu sangue.
Como se cresce, portanto, no amor? Aumentando a nossa entrega, a nossa doação a quem queremos amar; exercitando o amor (ação). O que levará como conseqüência a aumentar o sentimento de amor, amor (paixão), por quem amamos.
O amor (ação) se exercita de três formas: doando-nos em pensamentos, palavras e obras.
a) em pensamentos
Procurando pôr a cabeça cada vez mais em quem amamos. Todos nós tendemos a pensar muito mais em nós mesmos do que nos outros. Nosso esforço deve ser de ir tirando o pensando sobre nós para colocar em quem queremos amar. Neste sentido, quanto tempo do meu dia eu passo pensando em mim mesmo? Está aumentando o tempo que gasto pensando em quem eu amo? Sempre podemos crescer neste campo!
b) em palavras
Procurando dizer palavras de amor a quem amamos. Quantas vezes por dia eu digo palavras de amor a quem eu amo? Será que estas palavras foram diminuindo com o tempo? Não podem diminuir! As palavras de amor não podem diminuir, ainda que o sentimento de amor tenha diminuído com o tempo.
Aliás, como todos vocês sabem, toda paixão tende a cair num sentimento menos intenso e todo sentimento tende a se escassear com o tempo e, por vezes até, desparece. No entanto, se exercito sempre o amor (ação), estes sentimentos não só não desaparecem como crescem com o tempo.
c) em obras
Aí há todo um campo de doação. Como dizia acima, temos que “dar a vida”: dar alegria, dar o coração, dar a nossa inteligência, dar a nossa imaginação, dar os nossos afetos, dar o nosso tempo, dar o nosso perdão, dar a nossa compreensão, etc, etc, a quem amamos.
Só em dar alegria já é um campo enorme de doação!!!
Depois do que dissemos, um grande erro no casamento seria forçar a barra para fazer “a nossa vontade” e não a de quem amamos. Forçar a barra, por exemplo, para ficar em casa, se gosto de ficar em casa, para assistir o meu programa de TV, se gosto de assistir este programa, para ir ao restaurante que eu gosto, para pensar no meu descanso, no meu gosto, no meu interesse, etc. Uma pessoa que vai neste caminho põe o seu casamento em rota de colisão, pois é ir justamente no caminho contrário ao amor (ação).
Alguém poderá dizer: mas como me doar, se já não sinto mais nada? Eu diria: se doe pensando em fazer feliz a quem está do teu lado e você voltará, pouco a pouco, a sentir amor por esta pessoa.
A doação não pode parar!!! Como diz um velho refrão: “o fogo do amor mantém-se vivo quando se queimam coisas novas”. A doação está chamada a ser total, como a de Cristo, que no alto da Cruz disse: “tudo está consumado”. Ou seja: entreguei tudo, dei todo o meu ser por ti, meu Pai, e pelos homens.
Como sabemos, o amor é tudo! Aprendamos a exercitar o amor (ação), que é o que está em nossas mãos, e seremos as pessoas mais felizes do mundo!
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
Uma das verdades mais importantes que dissemos na última semana é que existem dois amores: o amor (paixão) e o amor (ação). Muitas pessoas pensam que o amor é só um sentimento, que nós chamamos de amor (paixão), e por isso ficam confusas na hora de lidar com o amor.
Quais são os problemas que surgem se nós identificamos o amor apenas com o sentimento?
São muitos:
- não sabemos o que fazer se ele desaparece;
- não sabemos o que fazer se ele se desperta com outra pessoa fora do namoro ou do casamento;
- não sabemos, e isto é o mais importante, que ele pode crescer a cada dia.
Isto mesmo: o amor não só pode, como deve, crescer a cada dia!!!
O amor cresce de duas formas: a) quando quem amamos nos ama mais. Isto faz com que o nosso sentimento de amor por ela, o amor (paixão), cresça mais. b) quando, e isto é o mais importante, nos doamos mais, amor (ação), a quem amamos; e isto está nas nossas mãos.
Neste sentido é importante saber melhor o que é este amor (ação). Podemos dizer que o amor (ação) é uma doação, uma entrega, um devotamento a alguém movido pelo desejo de fazê-lo (a) feliz. É dar todo o nosso ser a alguém para que ele (ela) seja feliz: nossa alegria, nosso coração, nossa inteligência, nossos afetos, nosso tempo, etc. Por isso, Jesus Cristo relacionou o amor com “dar a vida”: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos outros” (Jo 15, 13). Foi o que Ele fez por nós. Deu sua vida, toda sua vida por nós, até derramar a última gota do seu sangue.
Como se cresce, portanto, no amor? Aumentando a nossa entrega, a nossa doação a quem queremos amar; exercitando o amor (ação). O que levará como conseqüência a aumentar o sentimento de amor, amor (paixão), por quem amamos.
O amor (ação) se exercita de três formas: doando-nos em pensamentos, palavras e obras.
a) em pensamentos
Procurando pôr a cabeça cada vez mais em quem amamos. Todos nós tendemos a pensar muito mais em nós mesmos do que nos outros. Nosso esforço deve ser de ir tirando o pensando sobre nós para colocar em quem queremos amar. Neste sentido, quanto tempo do meu dia eu passo pensando em mim mesmo? Está aumentando o tempo que gasto pensando em quem eu amo? Sempre podemos crescer neste campo!
b) em palavras
Procurando dizer palavras de amor a quem amamos. Quantas vezes por dia eu digo palavras de amor a quem eu amo? Será que estas palavras foram diminuindo com o tempo? Não podem diminuir! As palavras de amor não podem diminuir, ainda que o sentimento de amor tenha diminuído com o tempo.
Aliás, como todos vocês sabem, toda paixão tende a cair num sentimento menos intenso e todo sentimento tende a se escassear com o tempo e, por vezes até, desparece. No entanto, se exercito sempre o amor (ação), estes sentimentos não só não desaparecem como crescem com o tempo.
c) em obras
Aí há todo um campo de doação. Como dizia acima, temos que “dar a vida”: dar alegria, dar o coração, dar a nossa inteligência, dar a nossa imaginação, dar os nossos afetos, dar o nosso tempo, dar o nosso perdão, dar a nossa compreensão, etc, etc, a quem amamos.
Só em dar alegria já é um campo enorme de doação!!!
Depois do que dissemos, um grande erro no casamento seria forçar a barra para fazer “a nossa vontade” e não a de quem amamos. Forçar a barra, por exemplo, para ficar em casa, se gosto de ficar em casa, para assistir o meu programa de TV, se gosto de assistir este programa, para ir ao restaurante que eu gosto, para pensar no meu descanso, no meu gosto, no meu interesse, etc. Uma pessoa que vai neste caminho põe o seu casamento em rota de colisão, pois é ir justamente no caminho contrário ao amor (ação).
Alguém poderá dizer: mas como me doar, se já não sinto mais nada? Eu diria: se doe pensando em fazer feliz a quem está do teu lado e você voltará, pouco a pouco, a sentir amor por esta pessoa.
A doação não pode parar!!! Como diz um velho refrão: “o fogo do amor mantém-se vivo quando se queimam coisas novas”. A doação está chamada a ser total, como a de Cristo, que no alto da Cruz disse: “tudo está consumado”. Ou seja: entreguei tudo, dei todo o meu ser por ti, meu Pai, e pelos homens.
Como sabemos, o amor é tudo! Aprendamos a exercitar o amor (ação), que é o que está em nossas mãos, e seremos as pessoas mais felizes do mundo!
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Gostar, estar apaixonado e amar (I)
Gostaria de falar esta semana sobre a diferença entre gostar, estar apaixonado e amar.
Esta distinção é absolutamente fundamental, pois sem ela não entendemos realidades importantíssimas na nossa vida, principalmente o amor, razão de ser da nossa vida.
A primeira coisa que precisamos dizer é que gostar, estar apaixonado e amar são realidades diferentes e não aspectos da mesma realidade como alguns costumam pensar.
1. Começamos pelo gostar. O que significa gostar?
a) é algo passivo
Não sei se vocês já repararam, mas o gostar é algo passivo. Eu não escolho gostar das coisas ou das pessoas. Nós gostamos das coisas e das pessoas simplesmente porque a sua presença nos provoca uma sensação de agrado. E o que agrada a uns e a outros depende de cada um.
b) é um sentimento
Ao dizer que é algo cuja presença provoca uma “sensação” de agrado, estamos dizendo que o gosto é um sentimento.
c) é por natureza um sentimento egoísta
É egoísta no sentido de que nos leva a pensar em nós, no agrado que aquela coisa ou aquela pessoa “me” provoca. Quando eu gosto, mesmo que seja de alguém, quero estar do lado daquela pessoa pela sensação de agrado que ela “me” provoca. Havendo só o sentimento de gosto, somos levados a pensar na nossa felicidade e não na felicidade de quem causa em nós o agrado.
2. O que é estar apaixonado?
Estar apaixonado é quando o gosto vai ao ápice. É a sublimação do gosto.
Portanto, o estar apaixonado, é passivo: não depende de nós, mas do agrado muitíssimo forte que nos provoca as coisas e as pessoas. É um sentimento. E é também, apesar de que não pareça à primeira vista, um sentimento egoísta: leva a pensar em nós, no agrado “incrível” que aquela coisa, aquela pessoa “nos” provoca.
3. O que é amar?
Esta distinção é absolutamente fundamental, pois sem ela não entendemos realidades importantíssimas na nossa vida, principalmente o amor, razão de ser da nossa vida.
A primeira coisa que precisamos dizer é que gostar, estar apaixonado e amar são realidades diferentes e não aspectos da mesma realidade como alguns costumam pensar.
1. Começamos pelo gostar. O que significa gostar?
a) é algo passivo
Não sei se vocês já repararam, mas o gostar é algo passivo. Eu não escolho gostar das coisas ou das pessoas. Nós gostamos das coisas e das pessoas simplesmente porque a sua presença nos provoca uma sensação de agrado. E o que agrada a uns e a outros depende de cada um.
b) é um sentimento
Ao dizer que é algo cuja presença provoca uma “sensação” de agrado, estamos dizendo que o gosto é um sentimento.
c) é por natureza um sentimento egoísta
É egoísta no sentido de que nos leva a pensar em nós, no agrado que aquela coisa ou aquela pessoa “me” provoca. Quando eu gosto, mesmo que seja de alguém, quero estar do lado daquela pessoa pela sensação de agrado que ela “me” provoca. Havendo só o sentimento de gosto, somos levados a pensar na nossa felicidade e não na felicidade de quem causa em nós o agrado.
2. O que é estar apaixonado?
Estar apaixonado é quando o gosto vai ao ápice. É a sublimação do gosto.
Portanto, o estar apaixonado, é passivo: não depende de nós, mas do agrado muitíssimo forte que nos provoca as coisas e as pessoas. É um sentimento. E é também, apesar de que não pareça à primeira vista, um sentimento egoísta: leva a pensar em nós, no agrado “incrível” que aquela coisa, aquela pessoa “nos” provoca.
3. O que é amar?
Uma distinção importantíssima no amor é que existe o amor (paixão) e o amor (ação).
a) amor (paixão)
O amor (paixão) é o sentimento que algo ou alguém provoca em mim. Reflete o que a própria palavra paixão significa. A palavra “paixão”, no sentido etimológico da palavra, significa estar sujeito, receber, receber o influxo de algo.
Este amor é um sentimento e como todo sentimento, nós não escolhemos senti-lo; nós simplesmente sentimos. E o que é que sentimos com este sentimento? Sentimos o desejo de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem está despertando ou desperta este sentimento.
b) amor (ação)
O amor (ação) é o amor que eu tomo iniciativa em amar. É algo ativo. Parte da nossa escolha, da nossa opção. Eu escolho amar. É um ato da vontade. Enquanto o gostar, o estar apaixonado, o amar (paixão) é algo que eu não escolho, eu sou passivo, “eu sinto”, o amor (ação) eu escolho, eu tomo a iniciativa, “eu quero”. E eu quero sendo movido pelo gosto, pelo apaixonamento, pelo amor (paixão) ou não sendo movido por nenhum destes sentimentos.
Enquanto o amor (paixão) é o “desejo” de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem está despertando ou desperta em nós o sentimento de amor, o amor (ação) não é o “desejo” de amar como no amor (paixão), mas é a “ação”, a iniciativa, de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem nos propomos a amar, tendo um profundo desejo de amá-la ou não tendo este desejo.
a) amor (paixão)
O amor (paixão) é o sentimento que algo ou alguém provoca em mim. Reflete o que a própria palavra paixão significa. A palavra “paixão”, no sentido etimológico da palavra, significa estar sujeito, receber, receber o influxo de algo.
Este amor é um sentimento e como todo sentimento, nós não escolhemos senti-lo; nós simplesmente sentimos. E o que é que sentimos com este sentimento? Sentimos o desejo de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem está despertando ou desperta este sentimento.
b) amor (ação)
O amor (ação) é o amor que eu tomo iniciativa em amar. É algo ativo. Parte da nossa escolha, da nossa opção. Eu escolho amar. É um ato da vontade. Enquanto o gostar, o estar apaixonado, o amar (paixão) é algo que eu não escolho, eu sou passivo, “eu sinto”, o amor (ação) eu escolho, eu tomo a iniciativa, “eu quero”. E eu quero sendo movido pelo gosto, pelo apaixonamento, pelo amor (paixão) ou não sendo movido por nenhum destes sentimentos.
Enquanto o amor (paixão) é o “desejo” de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem está despertando ou desperta em nós o sentimento de amor, o amor (ação) não é o “desejo” de amar como no amor (paixão), mas é a “ação”, a iniciativa, de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem nos propomos a amar, tendo um profundo desejo de amá-la ou não tendo este desejo.
Na próxima semana vamos falar melhor sobre o que é o amor e principalmente neste tema tão fundamental: como se cresce no amor.
Espero que esta distinção ajude bastante a conhecer um pouco melhor o nosso coração. Desta forma poderemos lidar melhor com ele e orientá-lo na nossa relação com Deus, com as pessoas e com as coisas.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
Espero que esta distinção ajude bastante a conhecer um pouco melhor o nosso coração. Desta forma poderemos lidar melhor com ele e orientá-lo na nossa relação com Deus, com as pessoas e com as coisas.
Uma santa semana a todos!
Pe. Paulo
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